Projeto Alquimia
Projeto Alquimia
Há algum tempo, motivada pela programação do nosso núcleo de estudos de Logosofia, tive a ideia de criar um projeto de vida ao qual dei o nome de “Projeto Alquimia”. Sempre gostei muito da imagem dos alquimistas que transformavam chumbo em ouro, e minha intenção era justamente transformar aspectos negativos da minha psicologia em aspectos construtivos.
- Reações comuns no início: impulsividade, irritabilidade, suscetibilidade e teimosia.
- Com o tempo, o método logosófico me conduziu ao exercício da ordem, da disciplina e da obediência, principalmente em relação aos meus próprios objetivos.
- Reconheci a importância da presença de sentimentos elevados em minha vida, pois, quando estão ausentes, a existência se torna muito mais dura.
- A alegria, a esperança e a gratidão deixam a vida mais leve.
- Constatei como a liberdade de pensar e a liberdade de criar novos pensamentos expandem a vida e aprimoram o conceito que estou formando sobre a verdadeira vida, em sua tríplice configuração bio-psico-espiritual.
Esinhos Logosóficos
Antigamente se chamava de alquimistas aos que transmutavam o chumbo em ouro. Para os que nada sabiam disso, havia, naturalmente, muitos pontos obscuros ou incompreensíveis; mas não ocorria o mesmo aos que de algo sabiam, aos que estavam perto dos alquimistas, pois, evidenciando uma compreensão mais real, esforçavam-se, guiados por eles, em transmutar o chumbo da escória humana em reluzente ouro.
Deste modo, conseguiram muitos converter-se, de elementos sem valor algum, em seres de valor. De outra parte, é muito comum ter ouvido dizer, quando uma pessoa está dotada de brilhantes condições: “Vale muito”, “Vale ouro”; e, no caso contrário, exclamar: “Não vale nada”. Quer dizer que, no sentido comum, há um valor qualificante que se chama ouro, e outro desqualificante, chamado chumbo ou nada.
Por isso, naqueles tempos, se queria que todos representassem um valor; que não fossem – como expressei em outra oportunidade – um zero, senão uma cifra, que sempre se somasse a si mesma. E um ser se soma a si mesmo à medida que vai conhecendo mais e alcançando concepções mais amplas da vida e de tudo o que o rodeia.
Isto acontece aos que, sem interrupções, seguem o caminho da Sabedoria, que têm oportunidade de comprovar uma vez ou outra e infinidade de vezes, se estão no acerto ou se estão no erro; quando praticam o conhecimento adquirido ou quando ensaiam tão somente compreensões sobre tal ou qual conhecimento.