Por Que Nos Queixamos Tanto?
Observando a presença constante da queixa no cotidiano das pessoas — sobre a vida, a sorte, as injustiças e até mesmo sobre Deus —, percebi que a raiz desse comportamento está na falta de foco do ser humano em sua própria evolução. Ao descobrir os recursos da mente e como utilizá-los com conhecimentos de conteúdo superior, compreendi o verdadeiro valor da vida e deixei de ter motivos para reclamar. A culpa não era da vida, mas minha, por não perceber que ela esperava que eu a vivesse plenamente: internamente, conhecendo meu espírito, e externamente, praticando ensinamentos que enriquecessem minha consciência.
Durante meu processo de evolução consciente, notei que meu espaço mental se expandiu, permitindo que meus pensamentos funcionassem sem gerar queixas. Seguindo as diretrizes do conhecimento logosófico, percebi que precisava melhorar condições inatas para entender meu propósito neste mundo. O estudo e a prática dessa ciência trouxeram resultados extraordinários, abrindo minha mente e coração para uma vida repleta de esperança e confiança.
Tenho um espírito cuja evolução depende de meu esforço, enriquecendo minha consciência com conhecimentos transcendentes. Não posso mais alegar falta de tempo para questões internas; preciso me aproximar desse ser interno e entender suas necessidades. Antes, vivia em função de conveniências momentâneas, ignorando minha essência, e me queixava da má sorte ou das circunstâncias quando algo dava errado. Pensamentos egoístas dominavam minha visão, tornando minha vida cada vez mais triste.
O conhecimento logosófico me fez refletir sobre as causas das queixas e concluir que a maioria delas é infundada. Eliminar esse mal depende unicamente de mim, do meu esforço e da confiança em minhas capacidades. Quem não buscar as "sublimes luzes do verdadeiro saber" não terá direito de reclamar de um futuro sombrio, pois o conhecimento está acessível a todos.
González Pecotche