As Páginas em Branco do Livro da Vida
Era uma noite de domingo do ano de 1998…. Sentia uma angústia no peito, uma agonia, um vazio enorme. Amanhã seria outro dia, outra semana, e eu sabia que lá se ia mais um mês, mais um ano… O tempo estava passando. Será esse o seu papel, simplesmente passar? O que significava esse vazio? Corria tudo bem na minha vida! Eu estava consciente de que tudo ia bem e que os problemas que eu tinha na época não justificavam o tamanho daquela angústia. Isso me deixava inquieta, aborrecida, ansiosa por uma resposta, e, quanto mais eu refletia sobre isso, maior era a sensação de que havia algo mal definido na minha vida.
Os motivos do medo e da ansiedade
Hoje eu compreendo que o medo da morte, ou seja, o medo do desconhecido, é a manifestação do meu espírito para que eu o busque em vida. Esse desassossego sobre a proximidade da morte, ou melhor, sobre o “vazio da vida”, faz com que eu me interiorize e busque um sentido para ela, independentemente de quanto tempo me resta viver.
Na busca do sentido da vida, eu encontrei a Logosofia, que me permitiu a conexão com algo muito superior, uma outra dimensão, outro tempo, outro espaço, e o simples fato de saber da existência de tal dimensão trouxe-me a serenidade de colocar cada coisa em seu lugar. Assim, os problemas que eu vivo hoje tornam-se muito pequenos frente a essa dimensão que eu desconhecia outrora. O cotidiano se tornou uma grande oportunidade de aprendizado e de aperfeiçoamento na busca da solução dos problemas, mas agora com uma meta bem mais ampla, com o foco numa dimensão superior, com o foco na essência da vida.
Assim, cada dia, semana, mês ou ano passou a fazer parte das páginas de um livro que estou escrevendo e que, certamente, terá um fim, pois todos nós morreremos um dia. A diferença é que, com o estudo de Logosofia, eu dei um título a esse livro e tenho como meta superar a cada dia a página anterior, rumo a um final feliz.
Viver a vida como autor e protagonista da história
A cada página há novos aprendizados e novas superações, que permitem que aquele vazio inicial seja preenchido com uma serenidade que somente a sabedoria e a convicção de estar no caminho certo poderiam me proporcionar. Eu encontrei a causa da minha angústia e a maneira de saná-la. Aquele vazio não mais existe! Então, por que deixar para viver essa dimensão somente na proximidade do dia final, se podemos viver esse grau de serenidade hoje, a tempo suficiente de construir uma vida plena e feliz?
A vida nos traz a grande oportunidade de sermos felizes a cada superação, e a Logosofia me ensina a fazê-lo de forma consciente. Hoje, sou feliz com cada adversidade solucionada, com cada ensinamento incorporado na minha vida, com cada deficiência amenizada na busca de ser melhor, e ainda tenho a prerrogativa de contribuir para um futuro melhor para a humanidade. O livro da vida está sendo escrito ininterruptamente, e não há maior satisfação que essa. Não há mais espaço para o vazio. Hoje me sinto mais forte e muito mais feliz!
Reflexão sobre a Logosofia
“Que fica, então, por fazer, às gerações de hoje? Não há mais terras a descobrir; os gritos da própria ciência emudecem ante realidades que não sabe compreender; o conforto enfastia porque se desfruta demasiado dele; as diversões relaxam o espírito, pelo abuso que se faz delas. Que resta, pois, para que as gerações do presente possam responder, como as de outrora, aos impulsos dignos de sua época?
A Logosofia responde: fica o mais grandioso que existe para realizar e que, nesta grande etapa, as gerações de hoje e as vindouras terão de cumprir: o avanço para as altas regiões do entendimento; o esforço por levar o ser, como alma humana, para o encontro de sua própria explicação como ente físico; para a eternidade que não tem sabido compreender, ao viver um tempo peremptório, sem valor algum. Em outras palavras: o avanço para a superação”. (Introdução ao conhecimento logosófico p. 100)